Foguete não tem ré, mas se parte ao meio no caminho!” O 'repeteco' do marketing governista gera memes e análise afiada sobre o futuro da base com a iminente saída de Angelo Coronel!
Redação Enxame Baiano
Fazendo parte da vida dos baianos!
O mundo da política baiana amanheceu em polvorosa com uma peça publicitária que está dando o que falar nas redes sociais. Em busca de consolidar a caminhada rumo à reeleição, a chapa governista — estampada por Jerônimo Rodrigues, Geraldo Júnior e a deputada Ivana Bastos — lançou mão de um slogan que todo baiano que acompanhou a última eleição conhece muito bem: "Foguete não tem ré!".
O problema? Essa era exatamente a marca registrada do principal adversário deles no pleito passado, ACM Neto.
A pergunta que não quer calar nos corredores da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) é: faltou criatividade no QG do governo ou a apropriação foi proposital?
A Análise de Marcos Mattos: O Foguete que se Parte ao Meio
Para entender o peso dessa escolha de marketing e os riscos políticos envolvidos, fomos ouvir o analista político Marcos Mattos. E a leitura dele sobre o cenário atual é cirúrgica e serve como um balde de água fria no entusiasmo governista.
"Dizer que 'foguete não tem ré' pode soar bonito e passar uma ideia de avanço inevitável, mas a física e a política nos mostram outra coisa: foguetes não dão ré, mas costumam se partir ao meio no meio do caminho se houver falha na estrutura", dispara Mattos.
Segundo o analista, o uso desse slogan carrega uma ironia perigosa e uma enorme falta de originalidade, além de ignorar o histórico recente da nossa política.
O Fantasma de 2022 e a Saída de Angelo Coronel
A metáfora de Marcos Mattos sobre o foguete que se divide faz total sentido quando olhamos para o retrovisor e para o cenário atual:
• O Erro de Neto no Passado: Na eleição passada, o "foguete" de ACM Neto de fato não deu ré, mas perdeu propulsão e se partiu exatamente porque peças fundamentais não encaixaram a tempo — como a recusa de João Roma em aderir ao projeto logo de início, dividindo os votos da direita.
• O Risco Atual de Jerônimo: Agora, a história ameaça se repetir de forma invertida. A chapa governista tenta vender a ideia de uma força que só avança, mas os bastidores mostram fissuras graves. A iminente saída do senador Angelo Coronel da base de apoio do governo ameaça rachar a estrutura desse "foguete" governista bem no meio do trajeto.
Sem a força de Coronel e de seu grupo político, a chapa perde sustentação em municípios importantes do interior, e o "foguete" reciclado do marketing corre o sério risco de sofrer uma pane antes de atingir a órbita desejada.
Resta saber se a equipe de comunicação do governo vai insistir em usar frases do arquivo do adversário ou se vai desenhar uma identidade própria para acalmar os aliados que andam preocupados com os rumos da articulação política.
O Enxame Baiano quer saber de você: O que achou dessa "reciclagem" de slogan? Acha que o foguete do governo decola ou vai faltar combustível com a saída de Coronel? Deixe seu comentário!

