Vítimas confiaram em anúncios nas redes sociais com preços abaixo do mercado e não realizaram os procedimentos
A auxiliar de produção Rosilaine Souza conta que pagou R$ 14 mil por uma cirurgia que deveria ser feita em até um mês, mas o procedimento nunca aconteceu, Segundo as denunciantes a empresa se chama Bella Dessa.
Para conseguir o dinheiro, ela vendeu o carro que usava no dia a dia por R$ 5 mil (avaliado em R$ 8 mil) e fez horas extras, chegando a trabalhar até 12 horas por dia.
A atendente Natália Maria investiu R$ 18 mil para fazer uma abdominoplastia e colocar próteses nos seios. Ela relata que sempre teve autoestima baixa, trabalhou duro para juntar o valor e acreditou que finalmente realizaria o sonho, que acabou frustrado.
O Esquema
Segundo as vítimas, os anúncios circulavam principalmente nas redes sociais, com preços muito abaixo do mercado e promessas de até três procedimentos em um único pacote.
Os pagamentos eram feitos com entrada e o restante parcelado. Especialistas alertam que esse tipo de oferta é um sinal de risco. Médicos reforçam que nenhuma cirurgia plástica pode ser vendida sem consulta presencial, avaliação clínica e indicação médica adequada.
As três mulheres registraram boletim de ocorrência contra Andressa Ferreira, apontada como responsável pela venda dos pacotes.
Segundo a advogada das vítimas, Andressa já responde a pelo menos 18 processos por não devolver valores pagos por pacientes. O caso pode configurar apropriação indébita ou estelionato.
Lilian Leandro foi a única que recebeu parte do valor pago. Dos R$ 11 mil, R$ 3 mil já foram devolvidos. Mesmo assim, ela afirma carregar uma “cicatriz emocional”:
“Planejei tudo, vendi coisas, lutei para realizar esse sonho e não aconteceu.”
Em nota, a assessoria jurídica da empresa disse que os procedimentos sofreram atrasos por causa das festas de fim de ano e estão sendo reagendados.
FONTE: SBT (Link da matéria)


